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03/03/2011

Ribeirão Preto II - SP


Oficina pedagógica
Número de horas: 8,0 horas
Empresa: Arte e Vivências
Facilitador: Administrador
Estado: SP
Cidade: Ribeirão Preto
Secretaria de Ensino: Não Espeficicado
Educadores Relacionados: Nenhum Educador Relacionado
Instituições Relacionadas: Nenhuma Instituição Relacionada

DESENVOLVIMENTO

1. Boas-vindas e apresentação: As boas-vindas foram feitas com a apresentação do vídeo institucional da Tetra Pak e cada participante preencheu o seu crachá e recebeu os kits. Logo no início, quando perguntados sobre a expectativa em relação à oficina, um coordenador expressou insatisfação quanto à data da mesma. Comentou que o SARESP (avaliação do ensino para professores e alunos) era prioridade para os coordenadores e que, portanto, não deveria ocorrer nenhuma outra formação no período. Este coordenador desabafou sobre sua agenda atribulada de tarefas, reclamando que cada vez mais a Secretaria de Educação convoca para atividades muitas vezes desconsiderando o dia a dia escolar. Esta atitude recebeu desaprovação de alguns participantes e apoio de outros, sobretudo em relação à data próxima ao SARESP. Com certa simpatia, a facilitadora explicou que todo dia é dia de cuidar do Planeta, independente da prova SARESP. Lembrou-se que o dia-a-dia escolar é bastante atarefado, e que justamente por isso a Tetra Pak desenvolveu um kit educativo e oferece esta formação a poucos municípios para apoiá-los no seu papel educativo. De antemão, agradece-se a participação de todos e que a Tetra Pak mais a Jussara (Messias, do setor de Marketing da Jussara, estava presente) estão embuídas com o sentimento que todos são responsáveis pela educação. Com carinho, a oficina a ser realizada tem o objetivo de fazer com que os participantes compreendam um pouco mais sobre a coleta seletiva e reciclagem e sintam-se instrumentalizados a levar a mensagem para a escola. Assim, a oficina iniciou com os slides que apresentavam o objetivo do Projeto Cultura Ambiental nas Escolas.

2. A Relação com o lixo: Após as apresentações, solicitou-se que cada participante escrevesse em papeletas coloridas qual a sua relação com o lixo. As respostas foram colocadas em um painel, o qual todos foram convidados a ler. Parte dos participantes já participava de programas de coleta seletiva na escola ou no bairro de residência. Assim, alguns já estavam sensibilizados para a questão. Outros demonstraram mudança de percepção e/ou motivação com esta oficina. Professor Adriano Descaso - antes Extrema importância - depois

Professor Odair Indignação - antes Reciclar - depois

Professora Andréa Incômodo - antes Responsabilidade - depois

Professora Angela Preservar - antes Conscientizar - depois

3. Dinâmica - Pensando soluções: Apresentada situação hipotética da professora de ciências ensaiou-se a implantação do programa de coleta seletiva na escola, recebendo contraposições de outra colega. A solução foi convocar uma reunião em que estivessem presentes vários agentes do universo escolar, sendo representados voluntariamente pelos coordenadores da oficina. Desenvolvimento: Cada representante foi argumentando a favor ou contra à implantação do projeto apresentado pelo professor de ciências. A coleta seletiva seria feita pela cooperativa do município, os pais dos alunos poderiam trazer seus recicláveis e a escola buscaria parceria para o coletor. A princípio a ideia não foi aprovada, mas a coordenadora pedagógica relembrou que o papel da escola também é formar cidadãos e que os alunos devem sair preparados para o mercado de trabalho com mais consciência, pois serão cobrados por isso na disputa de vagas. A diretora pediu que o professor fizesse o projeto e que todos se unissem para que não ficasse mais um projeto no papel. Reflexão: Perguntado para os que assistiram se os projetos começam e finalizam, ou se param no caminho. Muitos responderam que param no caminho, pois às vezes o professor acha que pode fazer tudo sozinho e acaba se atropelando. Uma professora deu um depoimento que a empresa Coca-Cola durante um tempo implantava coleta seletiva nas escolas, doando os coletores e fazendo a retirada do material. Depois de alguns anos, o projeto foi interrompido na empresa e as escolas ficaram desamparadas. Refletiu-se que o dever de realizar a organização dos resíduos é o poder público municipal e que, se não houver parcerias, o projeto tem grande chance de se articular depois. Com a análise do ciclo de vida da embalagem longa vida, estudamos o processo e perguntou-se aos professores qual a parte mais complicada. Todos responderam que é a parte da cooperativa, pois a cidade não dispõe de catadores organizados para tal.

3. Análise do ciclo de vida da embalagem longa vida: Outro professor comentou que a parte mais complicada é da indústria, pois acaba produzindo materiais que não são totalmente reciclados, citando a própria Tetra Pak. Apresentou-se o kit de amostras recicladas, anunciando que a embalagem longa vida é 100% reciclável e que produtos sustentáveis (como a telha) são por vezes melhores do que a opção que existe no mercado (comparando-se à telha de amianto). Comentou-se que nem todas as empresas realmente praticam o que falam e lembrado que o projeto Cultura Ambiental nas Escolas vem sendo aprimorado desde 1998. Os participantes foram convidados a visitar o site da Tetra Pak, divulgado o Rota da Reciclagem e Portal Cultura Ambiental nas Escolas. Alguns professores mencionaram já ter participado de oficinas e de conhecer as canetas recicladas e/ou o kit educativo. Para encerrar a dinâmica, lembraram-se alguns cuidados para implantar a coleta seletiva na escola:

Mapear e definir primeiramente quem irá fazer a coleta do material Realizar a coleta dos resíduos da escola e posteriormente abrir para a comunidade / pais Ter claro a dimensão da produção gerada de resíduo para definir como e onde será acondicionado até a coleta final Envolver todos da comunidade escolar Produzir atividades sobre o tema para os alunos se sentirem motivados Não esquecer de conscientizar e treinar os agentes da cozinha e da limpeza Periodicamente anunciar os resultados do programa, motivando a todos. Realizar visitas ao lixão, ao aterro sanitário, à cooperativas com os alunos.

Uma sequência de slides em Power Point com informações e dados sobre a temática permitiu melhor reflexão e análise, subsidiando a sensibilização e a ampliação do universo cultural dos coordenadores. Esta apresentação foi repassada a Diretoria de Ensino, para que posterior difusão aos professores.

4. Apresentação da parceira Jussara Laticínios: A empresa Jussara Laticínios foi apresentada pelo seu representante Messias, o qual descreveu as atividades ligadas à gestão ambiental e a nova campanha das embalagens. Divulgou-se o concurso que quem enviasse um descritivo simples de qualquer atividade sobre o tema, receberia uma bolsa com produtos Jussara.

5. Demonstração da reciclagem da embalagem longa vida: Realizada a demonstração da reciclagem da embalagem longa vida, com a participação dos coordenadores.

6. Vídeo - Quixote Reciclado: Alguns já tinham recebido e visto o vídeo em outra ocasião. Houve um relato de uma professora que trabalhou este vídeo com uma turma de 20 crianças em sala de recuperação e foi bastante interessante. Mensagens importantes a partir do vídeo, relatadas pelos participantes:

Lixo não é um monstro Invisível não. Oculto Buscar reforços para frente de trabalho com o lixo 3 R´s- estimulado que façam uma carta da turma com R´s da escola

7. Ações programadas: Foi explicado e debatido o conceito dos 04 perfis de concepção de meio ambiente desenvolvido pelo professorado. 1. Sistêmico 2. Integral 3. Desassociado 4. Genérico Os participantes foram divididos em sub-grupos, os quais contabilizaram o número de professores em suas respectivas escolas categorizando por tipo de perfil. O grupo 1 composto por 340 professores, o grupo 3 composto por 478 e o grupo 4 composto por 58 indicaram pertencer ao perfil integral de concepção de meio ambiente. Já nos grupos 2 com 257 professores e o grupo 5 com 227 houve uma predominância dos perfis 2 e 3. Esta oficina pode atingir potencialmente 1.354 professores. Como a concepção de meio ambiente mais representativa neste grupo foi o Dessasociado, esta percepção foi melhor detalhada:

Teórico, não põe em prática o que sabe Precisa ser liderado Omisso Acomodado Desmotivado com sistema educacional Competências limitadas Cumprir currículo, sem outra motivação

Resgatados os conceitos abordados durante o dia, desde o início da oficina, visando subsidiar a etapa posterior da atividade:

Sensibilizar Importância da reciclagem Sustentabilidade Análise do ciclo de vida Consumo Destinação (Maneiras) Reaproveitamento Agregação de valor Reduzir Produção de Resíduo Matéria-Prima Política Pública Responsabilidade Social Coleta Seletiva

Após o detalhamento deste perfil e resgate do conteúdo, ocorreu um grande debate sobre as dificuldades de mudar de atitude considerando o sistema educacional atual. Parte dos coordenadores sente-se desestimulado a desenvolver novos projetos porque seus professores demonstram-se omissos, não participativos, desmotivados. Foi realizada uma sensibilização sobre motivação e apresentado que os coordenadores são líderes gestores de equipes. Projetos temáticos que atingem o objetivo geralmente envolvem os participantes e abre lacunas para novas inserções. Assim, sugerido que dispusesse no início do ano letivo de 2011 um momento para refletir junto a equipe de professores as ações sobre sustentabilidade, coleta seletiva e reciclagem. Alguns coordenadores mais engajados com o tema apresentaram atividades que podem ser realizadas na escola:

Jornal sobre meio ambiente; A própria oficina de papel para confecção de produtos para os alunos; Feira cultural sobre a história das embalagens; Mutirão de limpeza na comunidade; Visita à cooperativa de coleta seletiva.

Este momento possibilitou a troca de experiências, apesar das posturas de insatisfação dos coordenadores. Houve um intenso debate entre coordenadores que já fizeram atividades extracurriculares e projetos temáticos com os coordenadores que achavam que não é possível trabalhar assim. Em um dado momento da conversa, a facilitadora interrompeu o diálogo e sugeriu ao grupo dos coordenadores que falavam serem inviáveis projetos diferentes iniciar o ano letivo de 2011 com esta pergunta ao seu professorado e esmiuçar as respostas. Assim, ele conseguiria detectar a motivação dos professores e, como coordenador gestor da equipe, teria melhor condição técnica para atuar. É visível a importância estratégica na motivação do coordenador pedagógico. Pois mesmo que o professor queira realizar alguma ação, se o seu coordenador presume ser inviável, a ação fica carecida de qualquer apoio institucional ou mesmo pedagógica. Assim, o professor muito motivado realiza seu planejamento independente da gestão da escola e o ensino fica fragilmente vinculado à postura de um único profissional. Quando os coordenadores e professores possuem motivação, e apoio da direção, juntamente com a diretoria de ensino atuante, a qualidade de ensino melhora ano a ano, independente da preparação de 01 semana anterior ao SARESP. Muito sutilmente, esta ponderação foi colocada pela facilitadora, recebendo o apoio da PCOP Vera Puga, que agradeceu a participação de todos e divulgou o endereço do seu blog, para que os coordenadores pudessem compartilhar o que estavam fazendo de ações ou as dificuldades que estavam tendo com suas equipes.

8. Encerramento e avaliação: Finalização do painel Relação com o lixo, distribuídos os questionários de avaliação, agradecimento da participação e sorteio das bolsas com produtos Jussara.




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