Share |
Próximo

21/10/2009

Belo Horizonte - MG


Oficina Pedagógica
Número de horas: 8,0 horas
Empresa: Não Especificada
Facilitador: Administrador
Estado: MG
Cidade: Belo Horizonte
Secretaria de Ensino: Secretraria Estadual de Educação MG
Educadores Relacionados: Nenhum Educador Relacionado
Instituições Relacionadas: - EE MARIANO DE ABREU
- EE CAMINHO A LUZ
- EE PRES DUTRA
- EE PAULO DAS GRACAS DA SILVA
- EE LAUDIEME VAZ DE MELO
- EE SERGIA CALDEIRA ALKIMIN
- EE ADALBERTO FERRAZ
- EE HELENA PENA
- EE ARTUR JOVIANO
- EE PROF LEOPOLDO DE MIRANDA
- EE PROF PEDRO ALEIXO
- EE JOSE BONIFACIO
- EE CARVALHO BRITO
- EE BENJAMIM GUIMARAES
- EE SAGRADA FAMILIA I
- EE BARAO DE MACAUBAS
- EE OLEGARIO MACIEL
- EE BOLIVAR TINOCO MINEIRO
- EE PRES JOAO PESSOA
- EE PROFA MARIA AMELIA GUIMARAES
- EE FLÁVIO DOS SANTOS
- EE GERALDINA SOARES
- EE PEDRO FRANCA
- EE SAGRADA FAMILIA II
- EE PROFA MARIA CECILIA DE MELO
- EE ENG SÍLVIO FONSECA
- EE DEP ILACIR PEREIRA LIMA
- EE SANDOVAL DE AZEVEDO
- EE CESARIO ALVIM

Abertura dos trabalhos: Os trabalhos do dia iniciaram com uma pergunta provocativa de um dos participantes sobre os interesses em jogo na relação: empresa (Tetra Pak), educadoras e Secretaria de Educação, ou seja, os professores. Ele questionava e se incomodava especialmente com os interesses econômicos de uma empresa capitalista e como esta pode estar na relação educativa senão por interesse restrito de difundir seu produto.

As provocações foram propícias para tratar de temas como responsabilidade socioambiental de uma empresa e também do papel importantíssimo deles, professores no desenvolvimento de atitudes cidadãs que os levam a conhecer o máximo sobre todas as empresas, uma vez que não se vive sem consumir.

Surgiu uma divisão no grupo, pois alguns professores consideraram esta postura agressiva e, ao longo do dia, sentiram-se incomodados com tantas interrupções feitas por este professor especialmente, sugerindo inclusive que o espaço de reflexão fosse dado ao final do dia.

A estratégia de abordagem foi diluir a intervenção e a polêmica vinda deste participante para o grupo, provocando as sugestões do coletivo para uma postura propositiva ao invés de crítica pela crítica.

EXECUÇÃO

Índice


1. Boas-vindas e apresentação

Em vista do tempo, optou-se por não realizar esta atividade.

2. Apresentação do projeto, manuseio do Kit e contextualização do tema

Apresentada uma sequência de slides em power point sobre dados do projeto e o objetivo deste trabalho (conteúdo baseado no roteiro da oficina e nos dados do ofício enviado à Secretaria).

Os PCN's (Parâmetros Curriculares Nacionais) foram referendados com os temas transversais, temática meio ambiente. As observações foram de que eles não dão conta de tratar a complexidade da questão ambiental, fazendo-se necessário implementar projetos mais abrangentes nas escolas.

Voltando os olhos para a escola uma questão é geralmente assumida ideologicamente: precisamos educar as crianças que são nosso futuro! No entanto, os adultos são suas referências e não podemos ignorar que a educação decorre da exemplaridade.

Falando sobre objetivo da oficina, um professor reforça a importância deste espaço para a reflexão da prática. Esclarece que têm-se muitas informações sobre as questões ambientais atuais, no entanto, faltam atitudes e posições claras. Neste ponto, ilustrou-se a necessidade de integração entre os aspectos afetivo/emocional e cognitivo para que se gere mudança de posturas.

Questiona-se sobre incentivos fiscais à Tetra Pak - mais uma oportunidade para esclarecer o que seja responsabilidade social, diferenciando projetos de educação ambiental e cultural (Lei Rouanet).

No questionamento do que fazer com o lixo, uma das professoras citou uma declaração feita pelo Secretário de Meio Ambiente de BH alertando par aa quantidade exorbitante de entulho presente nos resíduos sólidos daquela cidade. Também divulgaram-se cursos/palestras fornecidos pela SLU - Serviço de Limpeza Urbana do município.

Para compreenderem os recursos que receberam no Kit de forma a se sentirem instrumentalizados, vimos todos os materiais, um a um, inclusive a função da carta-resposta, incentivando sua utilização.

3. Vídeo "Quixote Reciclado"

Apresentado o filme na íntegra e realizado um debate, cujos principais pontos são:

  • o filme leva à discussão de uma contradição sentida entre os benefícios da reciclagem - diminuição do impacto sobre recursos naturais e diminuição da energina na produção de materiais à partir do uso de recicláveis - e o valor dos seus produtos, retomando a discussão anterior sobre que produtos escolher, relação custo-benefício que, para o consumidor é medida no imediato da compra sem considerar os custos ambientais.
  • considerado relevando o papel social da reciclagem do lixo por proporcionar renda a muitas pessoas sem outra alternativa. "O papel do catador deveria ser mais valorizado e reconhecido com melhor remuneração do seu trabalho"; "na prefeitura de BH o lixeiro é bem valorizado pelo importante trabalho que faz". A ASMARE é uma cooperativa formalizada o que melhora as condições de trabalho dos catadores, mas a maioria dos catadores é informal.
  • Não houve concordância sobre os papéis dos personagens no filme Quixote Reciclado: os professores atribuem a Don Quixote o papel de falta de consciência; o "asqueroso" não representa a falta de consciência, pois sabe o que quer, embora seja o mal. A Dulcinéia - aparece como alienada, fora do processo, mas também como aquela que é o motivo, que impulsiona, uma idealização, um objetivo utópico; Sancho Pança - Consciência, busca informações, quer saber, tem o pé no chão, busca e produz conhecimento e acredita que é possível a mudança; Don Quixote - instigador, é como nós: temos informações e não mudamos.
  • Uma conclusão: "Os cinco personagens são nossos conflitos, falta de poder e a não prática do que sabemos, e das informações que temos."

O vídeo foi bem avaliado, mas não é possível usar com todas as turmas, somente acima do Fundamental 2 ou 7a. série.

Um professor considera que estamos na idade da pedra e temos muito a evoluir - falta atenção para o tema e sobretudo implementar e não falar. Para outra professora o filme lhe questionou sobre suas posturas.

Tivemos a presença de Júlia, gerente geral da Superintendência de Ensino A (local onde realizamos a oficina), que apresentou boas vindas a todos, elogiou a iniciativa da formação da parte da Tetra Pak, no entando os principais atores do processo são os professores que aceitam o desafio de seu trabalho. Por fim convidou-nos para o almoço servido na casa.

4. Painel no ciclo de vida da embalagem

A relação de interdependência no ciclo de vida de um produto foi demonstrada personificando atores/professores em seus diferentes papéis: empresários, cooperativas, consumidores, etc. Neste momento as discussões se concentraram sobre a margem de lucro das empresas recicladoras sobre os demais integrantes do processo, caso dos catadores/cooperativas que ficam com o pior trabalho e a menor fatia do dinheiro.

Discutiu-se muito além também sobre a relação custo-benefício nos produtos feitos com material reciclado. Foi citado o exemplo da vassoura de piaçaba e a vassoura de PET/embalagem da Tetra Pak reciclada (item do kit de amostras recicladas), sendo esta última mais cara desestimulando a sua compra. Mencionada que a piaçava é uma fibra de um vegetal já em processo de vulnerabilidade e risco de extinção.

Novamente, o questionamento sobre produtos reciclados serem benéficos para as indústrias que produzem as embalagens. Retomada a ilustração da análise do ciclo, reforçando que a reciclagem traz benefícios para todos os elos da cadeia produtiva, inclusive para os consumidores.

"A escolha consciente também nos leva a optar pelo produto mais próximo do sustentável, mesmo que mais caro" - professora Elenice. Há ainda o grande desafio a ser cada vez mais enfrentado com desenvolvimento de tecnologia e escala de produção para diminuir os custos do material reciclado uma vez que ele economiza energia e diminui o impacto de retirada de recursos naturais do meio ambiente.

Nesta atividade, o questionamento foi sobre as responsabilidades de mudanças. "É fácil falar que a culpa da não mudança de hábitos é culpa do marido que resiste à coleta seletiva na casa, do poder público que não oferece a infra-estrutura, difícil olhar para nós mesmos e assumir nossa parte de cidadão/cidadã." - Maria Olávia.

Um aspecto muito questionado foi o fato de ser a Tetra Pak uma monopolizadora da produção deste tipo de embalagens, vindo novamente à baila o questionamento sobre os interesses da mesma e o papel da responsável pela formação dos professores em relação à empresa.

A dinâmica da oficina ficou comprometida, atrasando a programação da tarde, pois ainda havia insistência de polemização dos objetivos da Tetra Pak e do projeto. Em dado momento, foi necessária uma postura categórica da facilitadora encerrando o espaço de polêmica para prosseguir com as demais atividades previstas.

5. Programas de coleta seletiva

Em virtude do tempo, então, sintetizou-se o roteiro de implantação do programa de coleta seletiva na escola, esclarecendo os cuidados e as dicas importantes para esta atividade no universo escolar.

Alguns professores compartilharam boas experiências como o caso do Papa-Pilhas e Banco Real(para a reciclagem de pilhas) e do PEV da Universidade Federal de Minas Gerais, cujos materiais são coletados pela ASMARE. Diferenciou-se o que são Postos de Entrega Voluntária e o trabalho porta-a-porta.

Foi divulgado o endereço do Centro de Referência de Resíduos Sólidos e o contato da SLU, poder público municipal, que mantém programa de educação ambiental com teatro e palestra nas escolas.

Entre os desafios para implementação da coleta seletiva na escola estão a destinação e os recursos financeiros para equipar a escola com coletores, por exemplo. Aqui um questionamento sobre a possibilidade da Tetra Pak doar materiais (coletores, Ki para fazer papel reciclado, etc.) para cada escola. Oportunidade para referir-se a soluções criativas: os containers, por exemplo, que podem ser elaborados/readaptados como caixas, latões, decorados com participação e envolvimento dos alunos. Esta confecção ajuda inclusive a sensibilizar a comunidade escolar e estimula o engajamento para o programa.

A importância de não parar o processo foi ressaltada pela fala de uma técnica da Secretria de Educação dizendo que foi implantada a coleta seletiva na mesma, com a ajuda da ASMARE e das SLU, mas agora o processo foi abandonado.

Divulgado o site www.rotadareciclagem.com.br

6. Ações programadas

Integramos as ações 10 e 11 do roteiro da oficina em uma só e solicitamos, apoiados na parte 02 do Caderno do Professor e relembrando tudo o que foi visto até então, que preparassem um planejamento de atividades de educação ambiental durante 04 meses.

O horário da oficina pela cultura da Superintendência Regional de Ensino (repassado aos professores e não comunicado anteriormente a Arte e Vivências) é das 9h - 12h; 13h - 17h, totalizando 7 horas, diferente da carga horária planejada de 8h. Com redução de 1 hora e mais um pequeno atraso devido aos fatores acima mencionados, não teríamos tempo para fazer a apresentação da produção dos 5 grupos para todos.

Os professores decidiram então ficar um pouco mais de tempo estabelecendo um acordo entre si que cada grupo teria 2 minutos para apresentar e que não haveria interrupções durante as apresentações.

7. Demonstração da reciclagem da embalagem

A demonstração da reciclagem da embalagem foi realizada em pequenos grupos aproveitando-se a divisão feita para a atividade anterior.

8. Avaliação e Encerramento

A oficina encerrou com o preenchimento da avaliação, agradecimento breve e entrega dos certificados.




Próximo