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10/10/2014

Sistema produz energia limpa através de deslocamento de ar dos caminhões

Tetra Pak
CicloVivo

As inovações tecnológicas são cada vez mais comuns e necessárias. No setor energético, surgem a cada momento produtos movidos a energia alternativa, das formas mais diferentes que se possa imaginar. Um exemplo recente é a invenção de um grupo de amigos que produz energia aproveitando o deslocamento de ar causado pelos caminhões.

O vento dos caminhões pode ser percebido, principalmente, nas estradas. Ele gera a força necessária para a produção de energia limpa, e, para isso, é utilizado um sistema de turbinas de vento com eixo vertical colocado no acostamento.

A ideia é dos italianos, Stefano Sciurpa, Gianluca Gennai e Giovanni Favalli. O trio teve seu projeto investido pela companhia energética Enel, também da Itália.

A empresa desenvolveu a tecnologia com investimento inicial de 250 mil euros. O protótipo já produziu três megawatts-hora por um ano, a quantidade pode ser comparada ao consumo de eletricidade de uma família de quatro pessoas morando em um apartamento de 80 metros quadrados. Em fase de testes, a companhia comprometeu-se a investir mais 400 mil euros, caso o experimento apresente bons resultados.

A energia limpa pode ser vendida para distribuição ou utilizada em diversos fins: abastecimento das cabines de pedágio da estrada, iluminação, nos detectores de velocidade e postos de combustível, ou seja, a tecnologia pode tornar as rodovias autossuficientes.

Uma das vantagens do sistema é gerar energia tanto durante o dia como à noite, independentemente das condições climáticas.

Além de ser a maior geradora de energia da Itália, a Enel investe no desenvolvimento e apoio de projetos ecológicos. Em parceria com a empresa, a Embaixada Italiana em Brasília consegue ser abastecida com energia solar, por exemplo. Não é à toa, que existe um setor, o Enel Green Power, que cuida especificamente de tais projetos. Em maio deste ano, a companhia anunciou que deu início à construção de três usinas eólicas no Brasil. Com informações da Folha de São Paulo.