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02/04/2014

Projeto ReciclAção celebra um ano com bons resultados

Tetra Pak
MaxPress

O ReciclAção é uma iniciativa que busca reduzir os riscos socioambientais através da promoção da coleta seletiva, reciclagem, mobilização comunitária e educação. O projeto, que tem foco no reaproveitamento de resíduos recicláveis, dando prioridade às embalagens longa vida, PET, latas de alumínio e plástico duro (como embalagens de produtos de limpeza e higiene pessoal), completa, esse mês, um ano de atividades no Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro. Nesse período, muitas mudanças já foram observadas na comunidade.

O esforço comunitário, base do ReciclAção, tem como uma das principais articuladoras Cris dos Prazeres, fundadora do Grupo PROA (Prevenção Realizada com Organização e Amor). “Existe, no mundo inteiro, um desperdício que é terrível. Como estamos trabalhando em uma plataforma voltada para a questão do lixo, falamos da importância de manter o planeta limpo, porque é a nossa casa. A nossa casa não é só o lugar onde a gente mora, é o todo: a cidade, a comunidade”.

Com a implantação da Estação de Coleta, o primeiro mês de ReciclAção coletou 120 quilos de materiais recicláveis, chegando a quase meia tonelada (449,5 quilos) em outubro de 2013. Esse material, entregue pelos moradores à Estação de Coleta, é vendido às recicladoras parceiras do projeto, de modo que a renda obtida é usada integralmente para a operação e manutenção das atividades. Com estes recursos, é possível criar ações para redução do lixo, criar mutirões para melhoria da infraestrutura e promover a educação ambiental.

Para a diretora-executiva do Centro de Promoção da Saúde (CEDAPS), Kátia Edmundo, a iniciativa é pautada pela ação, frente a um desafio presente no cotidiano de todas as comunidades e da cidade do Rio de Janeiro: o descarte inadequado de resíduos nas encostas e ruas. “Sua construção coletiva e cotidiana é fonte de inspiração para iniciativas governamentais e comunitárias na perspectiva de promoção da saúde associada à sustentabilidade ambiental, econômica e social em um ciclo proativo que transforma em recursos o que antes era visto como problema e risco socioambiental”, conclui.

Hoje, já há 50 pontos de coleta em diversos locais da comunidade. Além disso, os integrantes do grupo de trabalho notam que a cooperação com as organizações locais têm se fortalecido, assim como a mobilização comunitária. Outro ponto positivo foi o aumento do volume de lixo recolhido pela Comlurb, devido à ampla divulgação feita pelo projeto sobre dias e horários da coleta.