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20/04/2014

Plano de resíduos sólidos de SP pretende reduzir volume de lixo destinado a aterros em 80%

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Reduzir, nos próximos 20 anos, de 98,2% para 20% o volume de lixo gerado pela capital paulista que é despejado nos aterros sanitários. A meta foi apresentada na quarta-feira, 2 de abril, pela Prefeitura de São Paulo, e consta no Plano de Resíduos Sólidos apresentado pelo prefeito Fernando Haddad.

Para atingir o objetivo, a administração espera que até 2033 ao menos 30% dos paulistanos tratem dentro de casa os resíduos orgânicos domiciliares, que correspondem a 51% das 20,1 mil toneladas de lixo coletadas por dia na cidade.

A prefeitura deve começar ainda este mês a distribuir gratuitamente 2 mil equipamentos para que as pessoas façam a compostagem dos restos de alimentos, que viram adubo após o tratamento. Segundo a gestão, 6,3 mil toneladas de lixo são compostáveis. “O objetivo é reter o máximo possível os orgânicos e diminuir o lixo destinado aos aterros”, explicou o presidente da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), Silvano Silvério da Costa.

Segundo o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro, o novo plano ajusta o sistema de coleta da prefeitura ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010. “Fizemos uma opção radical pela reciclagem, em vez de apostar em outras resoluções, como incineração do lixo”, afirmou.

O plano municipal prevê a construção de quatro centrais de reciclagem para os resíduos secos, como latas, vidros, plásticos e papéis. Duas delas, nos bairros Ponte Pequena (região central) e Interlagos (zona sul), devem ser inauguradas em junho. As demais só devem entrar em operação em 2016. “Com isso, nós pretendemos quintuplicar o volume de lixo reciclado. Hoje, são cerca de 250 toneladas por dia. A meta é chegar a 1.250 toneladas”, projetou Costa.

Segundo ele, a ideia é ampliar ainda a parceria da prefeitura com os catadores de material reciclável nas ruas. O plano prevê que, até 2016, no fim da gestão Haddad, os 96 distritos da capital estejam cobertos com a coleta seletiva. Hoje, apenas 75 distritos, que correspondem a 42% dos domicílios paulistanos, recebem a coleta segregada de resíduos.

Para o lixo reciclável úmido, como caixas de pizza, papel higiênico e fraldas descartáveis, a gestão Haddad pretende criar três ecoparques na cidade. Inspirados em instalações existentes na Alemanha e na Espanha, os locais separam o que é possível ser reciclado do que é rejeito e deve ir para os aterros. O plano também inclui meta da gestão de compostagem de 100% do lixo, das 880 feiras livres, até 2016.