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13/04/2014

30% do material enviado para a coleta seletiva em Curitiba é rejeitado

Tetra Pak
Prefeitura de Curitiba

Os caminhões do Lixo que não é Lixo recolhem diariamente mais de 100 toneladas das ruas de Curitiba. Entretanto, quando a separação entre lixo doméstico e reciclável é feita de maneira errada pela população, o material é rejeitado e percorre todo o trajeto de volta até o aterro sanitário comum, o que encarece e sobrecarrega o processo. Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, em média 30% do montante enviado para a coleta seletiva é rejeitado.

“A maneira como cada cidadão separa, embala e dispõe o lixo doméstico faz muita diferença. Portanto, cada um de nós pode melhorar o processo de coleta de lixo, ajudando a tornar a cidade mais sustentável”, afirma o secretário municipal do Meio Ambiente, Renato Lima. Para isso, bastam atitudes simples, que não exigem tempo ou custos extras. Uma mudança simples de hábito é suficiente.

É sobre isso que trata o slogan “Reduza, reutilize, recicle, faça a sua parte”. A orientação, além de reduzir, é para que apenas papel, plástico, vidro e metal sejam encaminhados para a coleta seletiva. Guardanapos e papeis sujos e objetos como cabos de panela, tomadas, clipes e grampos, por exemplo, não devem fazer parte deste material. Reutilizar com criatividade o material reciclável também é uma das sugestões do personagem.

Filmes de TV e peças para mídia impressa, mobiliário urbano, busdoor e caminhões de coleta reafirmam a vocação de Curitiba em inovar nas questões ambientais. Em 1989, a cidade foi a primeira capital brasileira a contar com a coleta seletiva de lixo. Dois anos depois, Curitiba lançou o Câmbio Verde, programa pioneiro na troca de recicláveis por alimentos, mais tarde implantado em diversas cidades.

A proposta agora é reduzir. Curitiba produz diariamente 1,8 mil toneladas de resíduos, o que significa que cada morador da cidade descarta, em média, um quilo por dia. Quanto maior a produção de lixo, mais a natureza fica sobrecarregada. Por outro lado, se cada cidadão fizer a sua parte, a situação pode melhorar muito.

“Reduzir o volume de lixo é um hábito cada vez mais urgente e o processo começa com as escolhas que fazemos durante as compras”, afirma o secretário municipal do Meio Ambiente, Renato Lima.