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04/08/2015

Restam apenas quatro rinocerontes brancos do norte no mundo


Planeta Sustentável

Um dos cinco últimos rinocerontes brancos do mundo morreu na segunda-feira (27) no zoológico de Dvur Kralove, na República Tcheca, deixando a espécie por um fio. Nabire, uma fêmea de rinoceronte branco do norte, de 31 anos, sofria há tempo e morreu por causa de um cisto rompido, de acordo com comunicado do zoológico.

"Sua morte é um símbolo do declínio catastrófico dos rinocerontes devido à ganância humana. Essa é uma perda difícil de descrever", afirmou o diretor do zoológico, Prmysl Rabas. O animal está próximo da extinção devido ao alto valor atribuído a seu chifre e às guerras que ocorreram em torno do seu habitat, segundo a organização World Wildlife Foundation (WWF). Apesar de Nabire ter morrido de forma natural, a espécie só se tornou restrita a menos de uma dezena de animais após sofrer com a caça intensa, por séculos.

A contagem regressiva para a extinção da espécie começou no ano passado, quando morreu Angalifu, um rinoceronte branco que vivia no zoológico de San Diego, nos Estados Unidos. Com a morte de Nabire, agora só existem mais quatro exemplares de rinocerontes brancos, uma fêmea idosa no zoológico de San Diego, nos Estados Unidos, e duas fêmeas e um macho na reserva Ol Pejeta Conservancy, no Quênia. Os biólogos torcem para que o único macho restante consiga se reproduzir com uma das fêmeas e evite que a espécie desapareça. Se surgirem filhotes, os rinocerontes poderão viver por, pelo menos, mais uma geração.

Nabire era um caso raro, nascida em cativeiro. Em 2009, os biólogos tchecos a levaram para o Quênia, esperando que o ambiente natural ajudasse na reprodução, mas o plano falhou.