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11/07/2014

Árvores sem campo

Tetra Pak
Terra da Gente

Durante este período do ano, em que os olhos do mundo estão voltados para os estádios brasileiros devido a Copa do Mundo, na Mata Atlântica a bola tem rodado quadrada. No último monitoramento feito pela SOS Mata Atlântica, entre 2012 e 2013, o bioma teve 24 mil hectares de floresta devastada, que equivalem a uma área de aproximadamente 24 mil campos de futebol.

Um hectare e um campo de futebol com medidas máximas, levando-se também em consideração o gramado ao lado das faixas, têm 10 mil metros quadrados. O engenheiro florestal Rodolpho Schmidt explica que a cada hectare é possível plantar, em média, 1.667 mudas de árvores. Com um cálculo simples, nestes 24 mil campos “perdidos”, caberiam mais ou menos 40 milhões de árvores. Segundo a Fundação SOS Mata Atlântica, que monitora as áreas deste bioma desde 1985, atualmente existem apenas 8% da floresta original. Boa parte dela está concentrada na Serra do Mar, principalmente nos Estados de São Paulo e Paraná.

A diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, Márcia Hirota, explica que neste último monitoramento houve aumento de 9% no desmate, em comparação ao período anterior. “Minas Gerais é o Estado campeão de desmatamento, pelo 5º ano consecutivo, seguido do Piauí, Bahia e Paraná. Juntos, os quatros Estados são responsáveis por 92% do total dos desfloramentos”, afirma Hirota.