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17/05/2010

Governo faz acordo com indústrias para a reciclagem de eletrodomésticos


G1

O Brasil deu um passo importante, na última segunda, para a reciclagem de eletrodomésticos e a preservação do meio ambiente.

O que era alta tecnologia, anos atrás, volta a ser matéria-prima. Plásticos, metais, todos a caminho da reciclagem, que ainda atinge uma parcela muito pequena dos eletroeletrônicos, no Brasil. Grande parte do material descartado vai mesmo é parar nos lixões, nos aterros sanitários. Um risco para o meio ambiente pela possibilidade de contaminação do solo.

"A gente recebe várias ligações diariamente de pessoas querendo descartar desde uma televisão até, simplesmente um mouse", contou a diretora comercial Priscila de Almeida Santos.

Um relatório da ONU divulgado este ano classificou o Brasil como o maior produtor de lixo eletrônico entre os países emergentes. A média seria de meio quilo por habitante a cada ano, contra 230 gramas dos chineses e 100 gramas dos indianos.

O governo e as indústrias brasileiras agora querem ter uma avaliação mais correta do tamanho desse problema.

No acordo assinado na segunda passada, com o Ministério do Meio Ambiente, empresas envolvidas com a reciclagem se comprometem a fazer esse inventário e a assumir a responsabilidade pela destinação correta de seus produtos usados.

"Esperamos até o final do ano a gente tenha essa visão crítica e possamos estar reorientando, consolidando novas políticas públicas pra lidar com esse problema", declarou Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente.

O grupo está criando uma página na internet, indicando ao consumidor quais empresas têm políticas para reciclagem de lixo eletrônico.

Também está para ser aprovada pelo Congresso Nacional uma lei que obriga as empresas a ter políticas próprias para esses resíduos.

"A lei é fundamental porque estabelece a responsabilidade de pós-consumo de cada empresa. E como cada um desses entes da cadeia produtiva vão ter que atuar pra questão da reciclagem", disse o empresário Victor Bika Neto.