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13/03/2014

Tecnologias de despoluição conseguem devolver oxigênio ao Rio Pinheiros

Tetra Pak
Cidades Sustentáveis

Tecnologias de despoluição aplicadas paralelamente ao programa que busca a universalização do tratamento de esgoto no Estado podem contribuir para devolver o oxigênio ao Rio Pinheiros. Essa é a conclusão de um estudo conduzido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente obtido pelo Estado.

O trabalho partiu de uma estratégia inédita de avaliar a eficácia das tecnologias candidatas replicando as condições do próprio rio. Assim foram criados seis canais com a água do próprio Pinheiros e o mesmo ritmo de vazão. Em cada um foi aplicada uma das técnicas ao longo de 30 dias. Em um outro canal era mantida a água sem nenhum tratamento, para comparação.

As coletas mostraram que em geral as seis tecnologias foram capazes de aumentar a presença de oxigênio ao mínimo de 2 miligramas de O2 por litro. Na situação atual o rio tem zero de oxigênio. De acordo com o secretário Bruno Covas, essa elevação, juntamente com outras melhorias observadas, colocaria o rio na categoria de “classe 4” – o que seria suficiente para o rio poder desaguar nos mananciais da Billings ou da Guarapiranga sem tratamento adicional.

“É claro que o maior investimento na despoluição do rio é no saneamento. E seguimos trabalhando na meta de universalizar a coleta e o tratamento até 2019. Mas o que vimos é que essas tecnologias podem ajudar”, diz Covas.

“O Pinheiros deixaria a condição de rio morto, hoje ele é praticamente um esgoto, para um rio poluído, mas com oxigênio, sem odor e com aspecto melhor”, complementa o secretário adjunto Rubens Rizek, que coordenou os trabalhos.