Share |
06/07/2014

Startup cria dispositivo capaz de monitorar desmatamento em florestas, a partir de celulares reciclados

Tetra Pak
Pensamento Verde

Tido como um dos principais problemas enfrentados pelo meio ambiente desde o século XX, o desmatamento ilegal causa danos irreparáveis em vários tipos de florestas e biomas espalhados pelo mundo. Mesmo com a monitoração extensiva, órgãos públicos tem dificuldades de fiscalizar este tipo de atividade ilegal, principalmente pela falta de instrumentos que consigam monitorar os acontecimentos de maneira contínua e instantânea.

Foi pensando exatamente nesta situação que foi criada a Rainforest Connection. Esta startup é responsável pelo desenvolvimento de um equipamento que consegue captar o barulho de motosserras e avisar, no mesmo instante, as autoridades responsáveis, via SMS. Assim, as providências cabíveis poderão ser tomadas a tempo e o desmatamento evitado.

Porém, os benefícios são ainda mais abrangentes: o equipamento é construído com base em celulares reciclados. Os telefones descartados são modificados e acoplados a uma estrutura que capta energia solar. Quando prontos, são espalhados locais escondidos no meio da floresta e são os responsáveis por monitorar o som ambiente, detectando o estridente ruído das motosserras.

Outra aplicabilidade dos equipamentos da Rainforest Connection nos permite ouvir de qualquer lugar do mundo o som das florestas através de um app de celular. A transmissão é feita ao vivo e qualquer um pode escutar.

De acordo com os desenvolvedores do projeto, cada dispositivo pode detectar os ruídos das motosserras em até trezentos hectares e a proteção que eles geram para o meio ambiente é equivalente à retirar 3 mil carros das estradas. A conta é baseada na quantidade de CO² que seria liberado pelo desmatamento – uma média de 15.000 toneladas do gás.

A ideia da empresa é conseguir arrecadar US$ 100 mil até o fim de julho para aumentar a produção. Assim, os equipamentos poderão ser instalados na Indonésia, em partes da África Central e na Amazônia brasileira. Ajudando na monitoração do desmatamento ilegal das florestas nativas e dando um destino aos mais de 150 milhões de celulares que são jogados fora todo ano somente nos Estados Unidos.