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13/11/2013

Relatório sugere 'desaceleração permanente' de emissões de CO2


G1

As emissões globais de dióxido de carbono (CO2) parecem estar dando os primeiros sinais de "desaceleração permanente" em suas taxas de crescimento, aponta um relatório recém-divulgado pela Agência Ambiental da Holanda e pelo Centro de Pesquisas Integradas da Comissão Europeia.

Segundo o levantamento, as emissões cresceram em 2012, mas a taxas menores - menos da metade da média a que cresciam ao longo da última década. Entre as causas dessa desaceleração, diz o estudo, estão o aumento no uso de gás de xisto (menos poluente que o carvão como fonte de energia) nos EUA e a elevação em 23% no uso de energia hidrelétrica na China.

No entanto, o uso de carvão - mais barato e poluente - continua a preocupar ambientalistas. No Reino Unido, por exemplo, o consumo desse tipo de energia cresceu quase 25%. O relatório, que é produzido anualmente, aponta que as emissões de CO2 alcançaram um novo recorde em 2012, de 34,5 bilhões de toneladas. Isso corresponde a um aumento de 1,4%, apesar de a economia global ter crescido 3,5%.

Energia renovável
Enquanto isso, a energia renovável continua em ascensão e em velocidade acelerada. Foram necessários 15 anos para que esse tipo de energia passasse de 0,5% para 1,1% do total de energia consumida. Mas, em apenas seis anos (entre 2006 e 2012), ela dobrou sua porcentagem para 2,4%.

O relatório sugere que, se o uso do xisto continuar crescendo nos EUA, se a China mantiver seus planos de reduzir a poluição e se a energia renovável continuar a crescer - principalmente na Europa -, as emissões globais podem desacelerar permanentemente. "Parecem ser boas notícias, mas não são suficientes", aponta Maenhout, observando que as emissões continuam crescendo e são cumulativas.

O relatório foi exaltado, com ressalvas, pelo aescritor e ativista americano Bill McKibben, autor de vários livros sobre o tema sobre a questão ambiental. "São boas notícias, mas nem de longe boas o bastante", disse ele. "Não basta apenas desacelerar (as emissões), precisamos rapidamente tentar acabar com o uso de combustíveis fósseis do planeta", opina.