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03/01/2018

O que é sustentabilidade ambiental?


ecycle

No Brasil, o conceito de sustentabilidade ambiental começou a ser desenvolvido na área de administração na década de 1990 - período em que foram publicados os principais livros e relatórios internacionais sobre o tema.

Entre os principais escritos que tratam de definir sustentabilidade ambiental estão os apresentados na CMMAD (Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento) e na Agenda 21. Há destaque também para a definição cunhada pelo economista francês Ignacy Sachs, que define sustentabilidade ambiental como a capacidade dos ecossistemas se manterem diante das agressões humanas - entre outros autores.

Sustentabilidade ambiental

De acordo com Ignacy Sachs, a sustentabilidade ambiental refere-se à capacidade de sustentação dos ecossistemas - que é a capacidade de absorção e recomposição dos ecossistemas. Sachs afirma que "a sustentabilidade ambiental pode ser alcançada por meio da intensificação do uso dos recursos potenciais... para propósitos socialmente válidos; da limitação do consumo de combustíveis fósseis e de outros recursos e produtos facilmente esgotáveis ou ambientalmente prejudiciais, substituindo-se por recursos ou produtos renováveis e/ou abundantes e ambientalmente inofensivos; redução do volume de resíduos e de poluição...; intensificação da pesquisa de tecnologias limpas".

Em justaposição ao conceito de Sachs, a CMMAD afirma que para haver sustentabilidade ambiental é preciso não haver riscos para os elementos naturais que sustentam a integridade global do ecossistema: a qualidade do ar, dos solos, das águas e dos seres vivos. A CMMDA ainda afirma que é necessário encontrar novas tecnologias para reduzir a pressão sobre o meio ambiente, que minimizem o esgotamento e propiciem substitutos para esses recursos.

De maneira contígua, a Agenda 21, define sustentabilidade ambiental como a relação sustentável entre padrões de consumo e de produção eficiente em termos energéticos de maneira que sejam reduzidas, ao mínimo, as pressões ambientais, o esgotamento dos recursos naturais e a poluição. De acordo com o documento Agenda 21, os governos, em conjunto com setor privado e a sociedade, devem atuar para reduzirem a geração de resíduos e de produtos descartados, por meio da reciclagem, nos processos industriais e na introdução de novos produtos ambientalmente saudáveis.

As definições de sustentabilidade ambiental da CMMAD e da Agenda 21 dão foco para as dimensões ambientais, econômicas e sociais - enquanto alguns autores importantes como Ignacy Sachs reconhecem outras dimensões da sustentabilidade, como a espacial e a cultural.

Desenvolvimento sustentável

No que diz respeito ao desenvolvimento sustentável, a CMMAD considera que há princípios básicos a serem levados em conta: as necessidades básicas dos pobres de todo o mundo devem ser atendidas como prioridade e os recursos naturais devem ser limitados para que possam atender as necessidades das gerações presentes e futuras. Esses dois conceitos, somados ao conceito de desenvolvimento econômico, convergem para o desenvolvimento sustentável, que busca o fim da pobreza, a redução da poluição ambiental e do desperdício no uso de recursos. A partir desse ponto de vista, o termo desenvolvimento sustentável ficou consolidado e atrelado às dimensões ambiental, social e econômica, sem hierarquia e sobreposições entre essas três vertentes da sustentabilidade. Diversas áreas incorporaram os princípios do desenvolvimento sustentável, que, até então, eram propostas alternativas ao desenvolvimento econômico, criando novos campos do conhecimento como: agricultura sustentável, turismo sustentável, sustentabilidade empresarial, etc. Nas organizações, esses temas ainda se subdividem em operações sustentáveis, finanças sustentáveis e outros. A rigor, a gestão sustentável nas empresas e as pesquisas na área de sustentabilidade devem abarcar as três dimensões para justificar o uso do termo sustentável. No entanto, para cada uma das três dimensões da sustentabilidade, há uma definição específica.