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09/11/2017

Nova Délhi toma medidas de emergência em meio a poluição do ar extrema


G1

A cidade de Nova Délhi, na Índia está tomando uma série de medidas de emergência devido à poluição do ar. A gravidade da situação levou o governo a implementar uma proibição total dos caminhões que entram na capital, bem como suspender temporariamente os projetos de construção civil. Foi tomada ainda a decisão altamente incomum de fechar todas as escolas.

Um dos monitores de poluição, que mede a quantidade de particulas por metro cúbico de ar com medidas menores que 2,5 milionésimos de metro (mícron), chegou à medição de 969, quando a OMS considera que o limite saudável é 25.

Outras medidas são o aumento no preço dos estacionamentos e na frequência do transporte público, como ônibus e metrô.

A Autoridade de Estradas Nacionais da Índia tomará medidas como salpicar com água todas as obras de construção, que visitará de forma frequente para garantir que estas aderiram às normas de controle da poluição estipuladas, segundo um comunicado da organização.

Gufran Beig, diretor do SAFAR, organização pública encarregada de supervisionar a qualidade do ar na Índia, disse que a poluição se mantém em um nível alto pela convergência de três fatores: as emissões frequentes da indústria e dos transportes, as condições meteorológicas atuais e a queima de resíduos de agricultura (restolho) nas regiões dos arredores.

Beig afirmou que o vento empurrou para Délhi a fumaça gerada pela queima de restolho nos estados de Punjab e Haryana e ao chegar à capital, ficou "presa" porque "o vento é mínimo e não há altos níveis de umidade".

Nova Délhi ainda voltará a limitar o tráfego com rodízio de veículos durante a próxima semana. "Já que os níveis de PM2,5 e PM10 ultrapassam o limite todos os dias em Délhi, o governo decidiu implementar um rodízio de veículos entre 13 e 17 de novembro", anunciou nesta quinta-feira em entrevista coletiva o ministro de Transporte da capital, Kailash Gahlot.

O governo da cidade, de cerca de 17 milhões de habitantes e com cerca de 9 milhões de veículos registrados, prevê aumentar a frota de ônibus públicos em 500 unidades, assim como a de microônibus.

Como já ocorreu em abril e janeiro do ano passado, quando foi implementada a medida pela primeira vez, os motoristas que viajarem com crianças menores de 12 anos, os veículos de duas rodas e de emergências e os carros de vários altos cargos estarão isentos da norma.

"Peço a todos os residentes que cooperem neste momento de crise", concluiu Gahlot.




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