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14/09/2015

Humanidade retira 15 bilhões de árvores e planta apenas cinco, diz estudo


Pensamento Verde

A conceituada revista científica Nature publicou recentemente um estudo assinado pela Universidade de Yale (EUA) que calculou a quantidade de árvores existentes no mundo: três trilhões. Portanto, se dividirmos pela população global, isto equivale à 420 árvores para cada pessoa na Terra. Coordenada por Thomas Crowther, a pesquisa analisou métricas topográficas e fotos de satélite para chegar a um resultado mais preciso. O estudo, inclusive, já servirá como base para outras pesquisas sobre biodiversidade e reflexos de mudanças climáticas.

“Não se trata de boas ou más notícias que chegamos a esse número. Estamos simplesmente descrevendo o estado do sistema global florestal em números que as pessoas entendam e que cientistas e responsáveis por políticas ambientais possam usar”, afirmou Crowther.

Segundo Thomas, além da tecnologia de ponta essencial para a pesquisa, algumas medições locais também foram vitais para a conclusão do estudo. Para tal, foram levantados dados sobre densidade arbórea, por exemplo, em mais de 400 mil florestas. Este procedimento contribuiu diretamente para computar árvores que não podiam ser registradas pelos satélites, devido à má qualidade das imagens.

Outro dado interessante é que de todas as árvores da Terra, 40% (1,39 trilhão) das espécies estão em florestas como a Amazônia. Já 0,61 trilhão está localizado em regiões caracterizadas pelo clima temperado e mais 0,74 trilhão de árvores em florestas boreais, aquelas formadas por coníferas que ficam pouco abaixo do Polo Norte.

Influência humana

O estudo liderado por Thomas Crowther apontou ainda que mais de 15 bilhões de árvores são retiradas da natureza todo ano, sendo que apenas cinco bilhões são “devolvidas” à natureza.

“Estamos falando de 0,3% de perda global anual. Não é uma quantia insignificante e deveria levar a uma reflexão sobre o papel do desflorestamento nas mudanças em ecossistemas. Sem falar que essas perdas de árvores estão ligadas à exploração madeireira e à atividade agrícola. Com o crescimento da população mundial poderemos ver essas perdas aumentarem”, comentou Henry Click, um dos coautores da pesquisa.