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02/02/2014

Conferência sobre o clima aponta maneiras para reduzir as emissões

Tetra Pak
Planeta Sustentável

Tasso Azevedo

À medida que o conhecimento sobre as mudanças climáticas e seus impactos é aprofundado e as informações sobre o padrão de emissões de gases de efeito estufa (GEE) são explicitadas, aumenta a probabilidade e o risco de o aquecimento global se distanciar do limite de 2°C e se aproximar de 4°C de aumento médio da temperatura.

Este cenário representa uma mudança radical do clima global com impactos econômicos, sociais e ambientais extremos. Para evitar este cenário precisamos promover uma redução radical das emissões de GEE nas próximas décadas, começando já.

Este foi o tema central da Conferência Internacional sobre Redução Radical de Emissões (Radical Emissions Reduction Conference), realizada em meados de dezembro de 2013, na Inglaterra.

Nas palavras de Kevin Anderson, pesquisador do Tyndall Center for Climate Change Reserarch e coordenador da conferência, “é preciso reduzir de forma radical as emissões no curto prazo para evitar mudanças radicais do clima no longo prazo”.

Os debates apontaram para o consenso de que os caminhos tecnológicos econômicos que nos levam à redução radical das emissões são bem entendidos e podem ser realizados. Os impedimentos para que esta rápida redução seja implementada são de ordem política e social e incluem: (i) a relutância de aceitar a necessidade de redução radical das emissões, (ii) os interesses e o capital aprisionado na indústria de combustíveis fósseis; (iii) a dependência de soluções tecnológicas estabelecidas e (iv) a ausência de foco no aumento de eficiência na demanda de energia.

Para vencer estas barreiras, cinco conceitos emergiram do debate: (i) a importância da educação para nos tornarmos uma sociedade mais esperta e eficiente (smart society); (ii) a necessidade de dar vazão às inovações tecnológicas, sociais e econômicas desrruptivas; (iv) liderança pelo exemplo de empresas e governos; (v) a mobilização da sociedade para cobrar e agir e, não menos importante, (e) o aproveitamento dos momentos de crise para tomar ações decisivas e visionárias que superem as melhorias puramente incrementais.