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21/01/2014

Como mudar o mundo


Planeta Sustentável

Não existe uma fórmula, mas qualquer um pode fazer algo para ajudar. De olho na história, o jornalista John-Paul Flintoff fez um livro com dicas para quem quer dar sua contribuição e não morrer na praia.

1. SUPERE O DERROTISTA QUE HÁ EM VOCÊ
No século 19, o filósofo escocês Thomas Carlyle escreveu que "a história do mundo é apenas a biografia de grandes homens". Nada mais ultrapassado. O rumo da história também depende de pequenas atitudes adotadas diariamente por cada um de nós. Se você continuar acreditando que o poder está na mão dos outros - chefes, governos e outros -, vai continuar apenas assistindo.

2. DESCUBRA SUA MOTIVAÇÃO
Fazer algo só por um senso de dever não lhe trará satisfação. Suas ações têm que ter um sentido pessoal, uma vontade. Identifique o tipo de coisa que o faz se sentir realmente vivo - pode ser algo trivial, como fazer um jantar. Analisando essas experiências, você vai encontrar os princípios que norteiam a sua vida, de verdade. São eles que vão fazer você pular da cama de manhã. E não os genéricos, que todo mundo defende porque viu no Facebook.

3. ELABORE UMA ESTRATÉGIA
É difícil combater um problema muito abrangente, como a fome ou a pobreza. Seja específico para bolar uma estratégia. O que mais o incomoda em relação à pobreza é a falta de roupas ou de moradia? Que caminho você vai tomar para combater esse problema? Você vai fazer isso sozinho ou coletivamente? São muitas opções, cada qual com vantagens e desvantagens. É preciso escolher apenas uma.

4. SOLTE SUA VOZ
Compartilhar elogios, críticas e dúvidas também é um jeito de interferir no rumo da história. Afinal, as ideias que circulam na sociedade não são alteradas por leis, mas pelo que se ouve de amigos ou familiares e até de desconhecidos. Mas evite passar sermões e não aposte na divergência. Coloque-se no lugar do outro e busque os pontos de consenso. É mais eficaz do que partir para o confronto.

5. IDENTIFIQUE SUAS HABILIDADES
Saber seus pontos fracos e fortes aumenta sua chance de sucesso. Não se restrinja àquelas características que você listaria numa entrevista de emprego. Pense também no que faz por hobby ou em casa. Defeitos podem ter muito potencial, desde que você consiga aproveitá-los - é a própria experiência de ex-dependente químico, por exemplo, que o qualifica para ajudar outro a se recuperar.

6. DÊ O PRIMEIRO PASSO
Uma ação individual, de uma pessoa comum, pode ter uma repercussão gigantesca, como ocorreu nos Estados Unidos nos anos 1950. A costureira negra Rosa Parks se recusou a ceder seu lugar no ônibus a passageiros brancos, como previa a lei - e mudou a história dos direitos civis. Dar o primeiro passo não vai fazer de você um líder, necessariamente. Mas vai inspirar os outros a questionar e a lutar pelo que querem.