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24/03/2014

Pesquisadores avaliam potencial de produção de bioenergia na África

Tetra Pak
Agência FAPESP

Um grupo de pesquisadores do Brasil, dos Estados Unidos e da Holanda, além de representantes de instituições voltadas ao desenvolvimento socioeconômico do continente africano, vai se reunir, entre 1 e 5 de abril, na África do Sul e em Moçambique para discutir o potencial de produção de etanol de cana-de-açúcar nas duas nações africanas, durante o evento Bioenergy in Africa Workshop.

O encontro faz parte das atividades do Projeto Temático “Contribuição de produção de bioenergia pela América Latina, Caribe e África ao projeto GSB-Lacaf-Cana-I”, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN).

Iniciado em 2013, o Bioenergy Contribution of Latin America & Caribbean and Africa to the Global Sustainable Bioenergy Project (Lacaf-Cana) tem o objetivo de analisar as possibilidades de produção de etanol de cana-de-açúcar na Colômbia, na Guatemala, em Moçambique e na África do Sul.

A atitude representa uma contribuição brasileira ao projeto Global Sustainable Bionergy (GSB), iniciado em 2009 por um grupo de cientistas, engenheiros, agências governamentais e representantes do setor industrial, com a meta de incentivar o desenvolvimento sustentável dos biocombustíveis e analisar a possibilidade de substituir 25% da energia usada hoje no planeta por bioenergia.

“Nos encontros, na África do Sul e em Moçambique, discutiremos questões relacionadas a um estudo que iniciamos para determinar o potencial de produção de etanol de cana-de-açúcar nesses dois países, especificamente”, disse Luís Augusto Barbosa Cortez, professor da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) e pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Unicamp, à Agência FAPESP.

Segundo Cortez, a produção de bioenergia na África do Sul e em Moçambique ainda é muito pequena. A África do Sul, no entanto, já é a maior produtora de cana do continente africano, voltada em sua maior parte para a produção de açúcar e com volume equivalente ao produzido pelo Nordeste brasileiro – de, aproximadamente, 20 milhões de toneladas por ano.