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20/12/2013

Uma aula de mundo


Planeta Sustentável

“E se escrevêssemos um livro sobre uma jornada de educação pelos cinco continentes?”, perguntou Eduardo Shimahara, de 41 anos, na época diretor de sustentabilidade e inovação de um grupo de universidades. Era uma tarde de sábado de janeiro de 2012 e Shima, como Eduardo é conhecido, havia convidado 15 colegas para trocar ideias em seu escritório, em São Paulo.

Dos participantes, seguiram adiante com Shima o jornalista André Gravatá, de 23 anos, a psicóloga Camila Piza, de 32 anos, estrategista da consultoria de inovação Mandalah, e Carla Mayumi, de 43 anos, sócia da agência de pesquisa box 1824.

O projeto virou o livro Volta ao Mundo em 13 escolas, lançado em outubro pelo coletivo Educação. O livro será distribuído para professores e estudantes de pedagogia e há a versão gratuita no site do coletivo.

Isso só aconteceu porque os quatro não ficaram só na ideia. Após a reunião, formaram o Educação, que conseguiu arrecadar R$ 56 mil por meio de um site de vaquinha virtual. Houve ainda uma doação anônima de R$ 16 mil.

Com o dinheiro em mãos, eles se dividiram em visitas a escolas da Argentina, Estados Unidos, África do Sul, Suécia, Inglaterra, Espanha, Indonésia e Índia. Para relatar as experiências, ficaram cinco dias em cada escola, onde assistiram a aulas, conversaram com pais, professores e alunos. “Queríamos entender como a educação funcionava em cada espaço”, diz André.

No Brasil, foram escolhidas três instituições. Uma delas, em São Paulo, foi a escola municipal Desembargador Amorim Lima. Na Amorim, estudantes, educadores e funcionários decidem os assuntos que são prioridade – um processo que começou em 2003. São, também, os próprios alunos que definem o que vão estudar. É com exemplos como esse que, segundo André, o grupo quer “acender nas pessoas a faísca que vimos em quem está mudando a educação”.