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13/07/2017

Plataforma combina atividades digitais com livros para engajar alunos


Porvir

Na busca pela inovação, muitas escolas substituem cadernos por tablets, brincadeiras em sala por games digitais e rodas de conversas por chats online. Mas para Rafael Parente, criador do Conecturma, que combina uma plataforma digital com animações, games e música e livros didáticos, fantoches e jogos em sala, o caminho para a inovação com resultados é a educação híbrida.

“Acreditamos que as novas tecnologias devem complementar e potencializar outras tecnologias já utilizadas e que o contato presencial entre professores e alunos é um componente essencial para a motivação desses dois atores, que, por sua vez, é essencial para um processo de ensino-aprendizagem de qualidade. Em nossa visão, nada nunca poderá substituir o poder e a importância de um relacionamento de afeto entre o professor e seus alunos”.

Feita para crianças de 3 a 11 anos, o objetivo da plataforma, que trabalha língua portuguesa, matemática e competências socioemocionais, é aumentar a motivação, interesse e concentração dos alunos no aprendizado.

“Tive uma experiência no Rio de Janeiro como subsecretário de educação do município que me mostrou uma necessidade para além da formação de professores: é preciso ter um material didático atrativo e gostoso de trabalhar”, lembra o educador.

Em Viamão (RS), onde as escolas municipais usam a metodologia há três anos, o aumento da aprendizagem foi de 50% em língua portuguesa e 60% em matemática, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Educação.

A professora de 1º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Nossa Senhora Aparecida, em Viamão, Josilaine Castro, conta um pouco sobre sua experiência.

“Quando você apresenta o Conecturma para as crianças é como uma mágica. Eles se encantam e aprendem fácil. É impressionante como o interesse dos alunos aumentou nesses anos”, garante ela, que acredita que o material valoriza e ajuda o professor. “É um grande incentivo para nós, professores, que vemos nossos alunos felizes em aprender”.

Josilaine conta ainda que, apesar ser focado em língua portuguesa, matemática e competências socioemocionais, ela consegue extrair material para usar em outras disciplinas.

Foram intensas as pesquisas sobre materiais e metodologias usadas em sala de aula em países como Austrália, Finlândia, Canadá, entre outros, para chegar a um modelo. O Conecturma acredita em um aprendizado personalizado, que respeite a singularidade de cada aluno, seu conhecimento prévio e interesses.

“Os professores têm acesso a um relatório do que a criança conseguiu ou não fazer, possibilitando esses educadores mapearem as fraquezas de cada um, o que ajuda a personalizar o processo de aprendizagem”, explica Rafael.

A dinâmica em sala de aula

As aulas com o Conecturma começam com uma animação cheia de aventura, sempre com os personagens Fred, Poli, Juninho, Bumba e Kim vivendo uma história diferente com novos convidados. Em seguida, os alunos podem brincar e aprender com os jogos relacionados ao desenho.

O professor pode dividir a sala em duplas ou times para a realização desses jogos, incentivando o trabalho coletivo. A cada acerto, um nível é superado e um cristal é ganho. A cada erro, o sistema pode dar dicas para fazer o aluno refletir e tentar novamente.

As atividades digitais são intercaladas com os exercícios no livro didático, que são divididos em dez desafios, além das brincadeiras em sala. Esse programa quem monta é o professor.

“Os professores são nossos grandes parceiros e nos ajudam muito a melhorar a plataforma com sugestões”, conta.

Apesar disso, um dos maiores desafios encontrados pela equipe do Conecturma é a organização de encontros com os professores para conseguir esse retorno.

“Ainda é difícil dentro das instituições de ensino encontrar tempo para reunir os professores e fazer uma conversa de formação e sugestões para melhor uso da plataforma ”, conta Rafael.

Para conferir a matéria completa, acesse: https:/goo.gl/D7m9U9




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