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27/10/2012

No aniversário de Graciliano Ramos, conheça a obra do autor

Tetra Pak
Folha de S. Paulo

Nascido no dia 27 de outubro de 1892, em Quebrângulo (AL), Graciliano Ramos chegou a ser prefeito de Palmeira dos Índios (1928-30), e começou a escrever o seu primeiro romance, "Caetés", em 1925. O livro só foi publicado em 1933.

Nos anos seguintes escreveu "São Bernardo" (1934) e "Angústia" (1936), um marco da literatura moderna. No romance, Luís da Silva, de origem rural, se integra com dificuldade à vida urbana.

"Memórias do Cárcere", relata a sua passagem pela clausura na Era Vargas. Foi liberto em 1937 devido à pressão da opinião pública. O livro foi escrito dez anos depois da prisão e só publicado após sua morte.

Sua obra-prima, "Vidas Secas", vem à publico apenas em 1938. No clássico da literatura brasileira, os personagens sobrevivem em busca de um futuro mais digno.

O escritor entrou para o Partido Comunista Brasileiro em 1945 e viajou para os países socialistas, experiência descrita no volume "Viagem".

"Insônia" reúne 13 contos de Graciliano. O autor passeia por textos em narrativas feitas em terceira pessoa, onde personagens de espírito inquieto tudo observam e registram.

Em "Graciliano Ramos", Wander Melo Miranda, professor de literatura e autor de "O Mestre Ignorante" e "Anos JK", mostra como o escritor alagoano contribuiu para ampliar a narrativa regionalista, retratando o Brasil por meio da consciência do subdesenvolvimento e do engajamento político.

O escritor alagoano morreu em 20 de março de 1952, no Rio.