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30/07/2013

Fies tem 10 vezes mais alunos em 3 anos


Estadão

Em três anos, o número de alunos na universidade com Financiamento Estudantil, o Fies, aumentou mais de dez vezes e chegou a 893 mil em 2013. Só no primeiro semestre, 327 mil contratos foram firmados, o que representa 87% do montante de 2012. O Ministério da Educação (MEC) espera que o ano termine com 1 milhão de alunos.

O salto vertiginoso se deve a facilitações nas condições de financiamento e também à postura ativa de instituições particulares em cooptar alunos pelo programa. Ao mesmo tempo que o Fies resulta no maior acesso de estudantes ao ensino superior, é também tido pelas instituições privadas como sinônimo de ganho certo e queda nos calotes de alunos.

O índice de inadimplência nas instituições caiu de 8,46% em 2011 para 8,43% em 2012 – na contramão da inadimplência das pessoas físicas no Brasil, que teve alta de 7,7% para 8% no período. Os dados são do Semesp, o sindicato paulista das mantenedoras das faculdades.

O grande salto nas contratações do Fies foi a partir de 2011, ano que passaram a valer as novas regras anunciadas no ano anterior – como a queda nos juros, ampliação de carência e abertura para contratação em qualquer momento do ano.

Entre 2011 e 2012, o número de financiamento dobrou, chegando a 599 mil no fim do ano passado. Mas a expansão do financiamento continua e os contratos do primeiro semestre já superam em 32% os do mesmo período de 2012. Os contratos representaram R$ 29,1 bilhões de 2010 a 2012.

Pontos Chave

Mudança - A partir de 2011, passaram a valer as regras do chamado Novo Fies. Os juros do financiamento passaram a ser mais atrativos: caiu de 9% para 3,4% ao ano

Adesão - As inscrições passaram a ser aceitas ao longo do ano, não só no início dos semestres. Criou-se um fundo garantidor, possibilitando a dispensa de fiador.

Prazos - O pagamento começa 18 meses depois de formado - antes o prazo era de 6 meses. O saldo é parcelado em até 3 vezes o tempo do curso, acrescido um ano.

Idoneidade cadastral - Em 2013, o programa fez outra mudança reivindicada há anos: estudantes com nome sujo na praça passaram a não ter mais restrição para conseguir o Fies.