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16/02/2013

Saiba como se adequar à Política Nacional de Resíduos Sólidos

Tetra Pak
Revista Consumidor Teste

Cuidar do lixo não é uma tarefa fácil. Durante um longo período, muitos acreditaram que a obrigação da população era, no máximo, descartae o lixo nas lixeiras e que o restante da responsabilidade era do poder público. Outra questão é o entendimento que lixo é aquilo que não serve mais e que não tem valor econômico e social.

Entretanto, o lixo não é só um problema do poder público, como também não pode ser considerado algo sem importância monetária e social. No que se as políticas públicas nesse sentido, em 2010, o Brasil aprovou a Política Nacional de Resíduos Sólidos que tem por objetivo organizar a forma como o País trata o lixo, incentivando a reciclagem e a sustentabilidade. Os principais pontos dessa política são:

Fechamento dos lixões: até 2014 não deverão mais existir lixões a céu aberto no Brasil. Eles devem ser substituídos por aterros sanitários que, antes de receber as camadas de resíduos, têm o terreno impermeabilizado, além de possuir um sistema de drenagem. Assim, o lixo é depositado, compactado e aterrado. Debaixo da terra, ele se decompõe. Gera um gás poluente – o metano, e um líquido que pode contaminar o solo – o chorume. Com a essa nova política, em vez de ser jogado na atmosfera, ou simplesmente queimado – como é feito nos lixões – o metano deverá ser captado e reaproveitado para gerar energia elétrica.

Só rejeitos poderão se encaminhados para os lixões: Os rejeitos são aquela parte do lixo que não têm como ser reciclada. Apenas 10% dos resíduos sólidos são rejeitos. A maioria é orgânica (que em compostagens pode ser reaproveitada e transformada a em adubo).

Elaboração de planos de resíduos sólidos nos municípios: Os planos municipais serão elaborados para ajudar prefeitos e cidadãos a descartar de forma correta o lixo.

Nesse último ponto tratado pela política, fica claro que para além do dever das esferas públicas a participação de cada indivíduo tem um papel fundamental no cuidado com o lixo. Entender qual o seu papel na solução desse problema é essencial, pois fica claro que as políticas públicas sem participação social não serão suficientes para resolver esse problema. Os dados publicados na última edição da revista “Consumidor Teste” ratificam essa questão:

• 766 cidades brasileiras (14% do total) contam com coleta seletiva, mas 18% do que é coletado não pode ser reciclado, pois o descarte foi feito de maneira errada.
• 95% de um produto eletrônico podem ser reaproveitados. Plástico e metal representam, em geral, 70 a 80% do seu peso.
• Estima-se que cerca de R$ 8 bilhões é o valor anual que pode ser gerado a partir do que jogamos fora no Brasil. O reaproveitamento de resíduos pode proporcionar economia e diminuir a pressão sobre o meio ambiente, além de criar emprego e renda.

Existem algumas iniciativas de entidades civis, governamentais, de associações e empresas voltadas para esse tema, investindo em projetos e que orientam e incentivam a população a se responsabilizar também sobre seu lixo e disseminando conceitos para reduzir, reutilizar e reciclar o lixo. No entanto, para que essas campanhas sejam eficientes, é preciso que todos entendam que cuidar do lixo é uma questão de cidadania.

Para colaborar com o trabalho dos catadores e das indústrias de reciclagem, o lixo seco deve ser descartado limpo e, de preferência, sem mistura de materiais. Por exemplo, os rótulos das garrafas pets devem se retirados; os papeis não deve estar sujos com comida. Os lixos podem ser separados em diferentes sacos e, caso não haja coleta seletiva no seu bairro, as embalagens podem ser entregues no próprio supermercado, quando neste houver um ponto de coleta. Consulte os pontos de coleta seletiva mais próximos de sua casa ou estabelecimento no site do Rota da Reciclagem

  • Nunca jogue o óleo de fritura na pia ou no ralo. O ideal é guardá-lo em garrafas de refrigerante e entregar num posto de coleta.

  • Em caso de “resíduos tecnológicos” (lâmpadas, produtos eletrônicos, pilhas e baterias): Caso não tenha informação expressa no produto, busque junto ao fabricante instruções sobre onde descartá-los. O primeiro passo é buscar com a empresa fabricante as instruções adequadas. Cabe a ela dar orientação sobre como e onde descartá-los.

  • Garrafas, copos, vidros, espelhos, lâminas de barbear e outros materiais quebrados ou que possam quebrar, devem ser embrulhados em jornais ou depositados em recipientes rígidos, que não se rompam facilmente.

  • Os medicamentos também demandam um cuidado especial, pois se o descarte não for feito em locais adequados, pode haver a contaminação do solo e da água. Para facilitar o descarte correto deste resíduo o consumidor deve pesquisar em sua cidade quais sãos pontos de coleta. Os laboratórios e postos de saúde são responsáveis pelo descarte apropriado e algumas farmácias também recolhem os produtos.