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03/02/2014

Professores de Feijó (AC) têm a natureza como aliada na sala de aula

Tetra Pak
WWF

Mais de 90 professores e gestores das 97 escolas rurais do município de Feijó (AC) participaram do segundo módulo do Programa de Formação de Educadores Ambientais nos dias 03 e 04 de janeiro de 2014. O evento é resultado de uma parceria entre o WWF-Brasil, o canal de TV britânico Sky – por meio do projeto Protegendo Florestas (Sky Rainforest Rescue) –, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Acre (Sema) e a Secretaria Municipal de Educação de Feijó (Seme).

Durante a oficina, os participantes tiveram acesso a novas ferramentas didáticas e metodologias ativas de ensino-aprendizagem que podem mostrar aos alunos a importância e os benefícios de preservar a natureza e alternativas sustentáveis para o uso dos recursos naturais. Um dos objetivos era a criação de espaços de vivência, debate e troca de experiências entre os participantes no desenvolvimento do tema “Sistemas de Produção Agroecológicos”.

Além de visitar uma propriedade rural que trabalha com Sistema Agroflorestal e ver de perto diversas possibilidades de atividades a serem realizadas com os alunos, os participantes também receberam a Mochila do Educador Ambiental, um kit de materiais didáticos composto por flanelógrafo (painel feito com flanela ou feltro, onde são aplicadas peças de EVA recortadas e fixadas com lixa ou velcro), maquete agroflorestal, conjunto de jogos ambientais do Acre, Carta da Terra para Crianças e pelo Caderno de Atividades do Educador Ambiental. O material ajuda a subsidiar os professores na inserção da temática ambiental nas disciplinas do ensino fundamental e médio, e está em articulação para compor a coleção Biodiversidade nas Costas, do WWF-Brasil.

De acordo com Flávio Quental, analista de conservação do WWF-Brasil responsável pela atividade, “estamos trabalhando com todo o corpo docente das escolas rurais de Feijó, chegando a mais de 2.000 alunos, ou seja, esta ação tem enorme potencial de transformação da realidade. Com o uso das ferramentas da mochila e de metodologias adaptadas à realidade local, o trabalho certamente vai gerar bons frutos. No final do ano espero ver as mochilas ‘surradas’ de tanto serem utilizadas...”.