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02/08/2014

Prefeitura do Rio de Janeiro inicia programa de Educação Ambiental

Tetra Pak
Jornal do Commercio Brasil - RJ

O ato que marcou nesta quarta-feira, por iniciativa da Prefeitura e através da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, em parceria com a Secretaria de Educação, o início da elaboração do Programa Municipal de Educação Ambiental da Cidade do Rio de Janeiro – ProMEA-Rio, como instrumento básico do sistema de gestão ambiental do município, assinalou decerto um momento significativo no que concerne a uma questão cuja prioridade é incontestável e cuja importância avulta em diferentes esferas, pelo que representa quanto à prevalência de um conceito de desenvolvimento com o devido teor de sustentabilidade.

O trabalho iniciado propõe a consolidação da Política de Educação Ambiental no Rio, de acordo com a Lei Municipal nº 4791/O8 que instituiu o Sistema Municipal de Educação Ambiental, tendo ainda, conforme se enuncia, como objetivo desse processo na atual etapa, estabelecer diretrizes, linhas de ação e metas que nortearão os projetos e ações a esse respeito, buscando promover mudanças necessárias à construção de uma sociedade sustentável e de um ambiente mais saudável.

Nas palavras do secretário municipal do Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, “é preciso compreender que a Educação Ambiental é um trabalho que busca a mudança de hábitos e de comportamentos da população, de vez que as atitudes são simples, mas o poder público não pode fazer tudo sozinho”.

Em tal perspectiva, de acordo com o que foi colocado, o referido programa guardará sintonia com o Programa Nacional de Educação Ambiental, o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global e a Carta da Terra, através de um processo participativo envolvendo atores sociais do poder público, da sociedade civil organizada, dos movimentos sociais, das escolas e universidades, bem como do setor produtivo e do empresariado.

Informa-se, ademais, que para o processo de construção do documento final do ProMEA-Rio, um texto base será apresentado em 14 workshops participativos a serem realizados nas áreas de planejamento (Aps) da cidade e cujas atividades acontecerão em São Cristóvão, Paquetá, Gávea, Botafogo, Maracanã, Ilha do Governador, Bonsucesso, Madureira, Pavuna, Méier, Barra a Tijuca, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz.

Na visão da diretora do Centro de Educação Ambiental da SMAC, Danielle Simas, essa é uma oportunidade de reflexão e de construção da Educação Ambiental no município: “Acreditamos que o diálogo e a transparência são os melhores instrumentos para esse processo participativo. Esse programa será uma ferramenta de mudança e, com certeza, um marco para a cidade”.

De acordo com o que foi igualmente manifestado na oportunidade, “através do diálogo, da explicitação dos conflitos e das possibilidades de entendimento, será possível estabelecer pactos e compromissos que irão orientar o trabalho dos educadores ambientais que atuam em diversas frentes, direcionadas a diferentes públicos, de forma articulada, garantindo assim que a dimensão ambiental seja sempre considerada na formulação e execução das políticas públicas”.

Eis aí, portanto, o desafio a ser enfrentado e cuja superação tem a ver fundamentalmente, em todos os níveis da sociedade, e na linha, aliás, dos princípios proclamados reiteradamente pela própria Organização das Nações Unidas (ONU), com a defesa e melhoria do Meio Ambiente para as atuais e as vindouras gerações.