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03/06/2014

Um santuário de animais no litoral colombiano

Tetra Pak
Planeta Sustentável

A Colômbia é o único país sul-americano banhado por dois oceanos. Se no mar do Caribe estão as praias mais famosas, no Pacífico há mais paisagens preservadas, como na Bahía Solano. Mas chegar aqui não é fácil: chove tanto que não há rodovias na região, e, para complicar, os Andes a separam do resto do país. A natureza agradece o isolamento. Graças a ele (e à chuva), as cidades de Bahía Solano e Nuquí, com menos de 9 mil habitantes, recebem poucos turistas.

Os principais visitantes são outros: aves, baleias-jubarte e tartarugas. Esses, sim, são uma multidão. A Colômbia é um dos países com mais espécies de aves do mundo. E metade delas (mais de 900) está em Solano. Isso equivale a quase 12% de todas as espécies de pássaros do planeta. Cerca de 200 delas (entre águias, falcões e aves praieiras) só aparecem de outubro a abril para fugir do inverno da América do Norte. O restante (tucanos, tangarás, patos etc.) passa a vida toda aqui - e mais de 200 desses pássaros são endêmicos, ou seja, só existem na região. A explicação para tamanha diversidade é que não faltam opções de comida.

"São mais selvas, mais recursos que no Caribe, onde é mais seco. Há uma variedade grande de ambientes distintos", diz Felipe Estela, zoólogo e ornitólogo colombiano. Na praia, as aves brilham. Quando o mar baixa, elas abocanham peixinhos que a água abandona na areia. O banquete vira um ímã de pássaros. Qualquer leigo, como eu, se impressiona com tantos bichos coloridos que passeiam por aqui. Um espetáculo.