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07/02/2013

Tenha sempre em mente

Tetra Pak
Revista Veja

É importante saber o conceito de algumas palavras que são muito usadas e que conotam bastante importancia na nossa sociedade e no desenvolvimento consciente e sustentável do mundo hoje.

Ciclo de vida
A análise do chamado ciclo de vida de um produto é uma metodologia complexa que procura determinar seu impacto ambiental total “do berço à cova”, isto é, da matéria-prima ao descarte (ou reciclagem e reuso, quando houverem), passando por manufatura, distribuição, uso e manutenção.

Desenvolvimento sustentável
O adjetivo sustentável existe há séculos, mas, como termo corrente do vocabulário econômico e ecológico, a data que aparece em sua certidão de nascimento é 1987. É daquele ano o chamado “relatório Brundtland”, o texto em que uma comissão formada pela ONU — e presidida pela então primeiraministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland — lançou as bases de um programa internacional para conciliar o desenvolvimento econômico e social com a conservação dos recursos naturais da Terra, de modo a não espetar a conta da atual produção de riquezas nas futuras gerações. O desenvolvimento sustentável foi o signo sob o qual transcorreu a Rio 92.

Efeito estufa
Há quem imagine que o efeito estufa é um problema. Na verdade, trata-se de um fenômeno — proposto como teoria pelo físico francês Joseph Fourier em 1824 e mais tarde confirmado experimentalmente — que viabiliza a vida na Terra. Os gases do efeito estufa devolvem à superfície do planeta parte do calor que, na ausência deles, se perderia no espaço. Ocorre que esse efeito vem se intensificando com a concentração crescente de dióxido de carbono, metano e outros gases na atmosfera, resultado da queima de combustíveis fósseis e do desmatamento. Como consequência, a temperatura média do planeta está em elevação. É um fato. Mas existem entre os cientistas vozes relevantes que pedem cautela em torno dos reais efeitos do aquecimento global e de como o ser humano o provoca. Assinado em 1997, o Protocolo de Kyoto representou um primeiro passo diplomático no sentido de controlar a emissão global de gases do efeito estufa.

Minimização de resíduos
Esse conceito vai além da coleta seletiva e envio do lixo para reciclagem. Dentro desse conceito, estão pressupostas as regras dos 3 R's: Buscar alternativas e usar da consciencia para REDUZIR o lixo; Usar da criatividade e do bom senso para REAPROVEITAR tudo o que for possível; Enviar os materiais possíveis para RECICLAR.

Reciclagem
Palavra existente em português desde o século XVII, é a prova de que reciclar — verbo que concentra a ideia de “submeter algo a um novo ciclo” — é uma ideia antiga. No entanto, na forma de programas organizados que envolvem governos, iniciativa privada e cidadãos comuns, a reciclagem viveu seus primeiros dias de glória durante a II Guerra Mundial. Tratava-se de reciclar sobretudo metal para municiar a indústria de armamentos. A partir dos anos 1970, a própria reciclagem se reciclou e, sob a lógica da ecologia, incorporou outros materiais, principalmente vidro, plástico e papel. O objetivo é aproveitar a matéria-prima do produto inicial e fabricar outro. Ele pode ser idêntico ao anterior ou apenas possuir algumas propriedades suas somadas a outras matérias primas.

Reutilizar
Sabe aquela roupa que já não cabe mais em você? Ao invés de jogar fora, doe-a para outra pessoa e mantenha esse produto em circulação. Reutilizar é, portanto, a segunda alternativa para diminuir a quantidade de lixo que chega aos depósitos todos os dias. Segundo dados do IBGE, o Brasil produz cerca de 230 mil toneladas de lixo por dia.

Coleta seletiva
É a separação do lixo para que ele seja enviado para reciclagem. Separar corretamente o lixo é não misturar os materiais passíveis de serem reaproveitados ou reciclados (na maior parte dos casos são plásticos, vidros, papéis, metais, embalagens, etc) com o restante do lixo, denominado lixo orgânico (restos de alimentos, papéis sujos).