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17/02/2013

Plataforma online vai mapear investimentos em biodiversidade na Amazônia

Tetra Pak
Amda

Pela primeira vez, uma plataforma online vai mapear os investimentos em conservação da biodiversidade em toda a Amazônia. O projeto chamado Ecofund está sendo desenvolvido há quatro anos.

O Ecofund será um portal online aberto, que funcionará sob coordenação do Funbio (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade). O portal reunirá dados de todos os projetos dos 24 fundos ambientais de 15 países da América Latina e Caribe. Até agora já passa de 1.000 o número de projetos cadastrados.

"A ideia surgiu em 2008 a partir de uma provocação para comparar os investimentos que são feitos, as instituições que investem e encontrar uma forma de mapear os projetos de conservação na região amazônica", disse Camila Monteiro, gerente de comunicação e redes do Funbio. Ela explicou que a ideia de criar uma plataforma deste porte é para servir de estímulo, gerar sinergias e identificar os vazios de investimentos. Ao mesmo tempo, permitirá evitar duplicidade no uso de recursos, ajudando a aplicá-los com mais eficácia.

Opção de três línguas
A ferramenta online terá versão em três idiomas (português, inglês e espanhol) e será aberta a instituições que queiram cadastrar e registrar seus investimentos, ou até mesmo divulgar projetos que precisam de recursos.

O foco inicial é na região amazônica, mas se der certo poderá se estender a outros biomas do continente.

Desde 2008, a plataforma consumiu cerca de 700 mil dólares. Segundo Camila, parte deste recurso foi usado para financiar o trabalho das equipes em cada país na coleta de dados e boa parte na própria plataforma.

Uma empresa americana especialista em base de dados chamada The Munden Project foi contratada para reestruturar a base e migrar os dados dos projetos cadastrados. E agora uma empresa brasileira de TI está trabalhando em uma nova versão da interface da ferramenta. "As iniciativas serão georreferenciadas, ou seja, será possível localizá-las no Google Maps. Será uma espécie de vitrine de projetos ambientais", disse Camila.

Muitos dos projetos listados na plataforma são em unidades de conservação ou produção sustentável de comunidades que envolvem a participação de indígenas e povos ribeirinhos. Já estão cadastrados, por exemplo, projetos de associações comunitárias que produzem óleos essenciais para comercialização, produtos não madeireiros e de preservação de espécies ameaçadas na Amazônia.