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21/01/2015

Esperança para a Biodiversidade


Portal do Meio Ambiente

As novas listas de espécies ameaçadas de extinção divulgadas pelo Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes (ICMBio) trouxeram boas e más notícias. No levantamento de mais de 12 mil animais e que avaliou 100% dos anfíbios, aves, mamíferos e répteis do Brasil, alguns animais, como a jaguatirica, a arara-azul grande e a baleia jubart, deixaram a listagem. Além disso, três espécies — uma libélula, uma formiga e um minhocuçu — foram redescobertos após ser considerados extintos. Mas o número de animais que ainda correm risco subiu para 1.173. Entre eles, estão duas borboletas, a Actinote zikani e a Parides burchellanus, que só existem no Brasil.

O estudo ampliou em 800% as espécies avaliadas — de 816 para 12.256. Elas foram divididas em três categorias quanto ao grau de ameaça: vulnerável, em perigo e criticamente em perigo.

Coordenador de Manejo para Conservação do ICMBio, responsável pela elaboração da lista, Ugo Vercillo, festejou os resultados e garante que a pesquisa trará frutos. “Agora temos uma fotografia exata do risco de extinção da biodiversidade e somos capazes de identificar problemas e evitar o desaparecimento de espécies”, afirma ele.

As ações mais importantes são o fortalecimento das Unidades de Conservação e a elaboração de Planos de Ação Nacional específicos para cada animal. “Vamos identificar as espécies que não estão em Unidades de Conservação e não possuem planos de ação consolidados. Eles serão priorizados a partir de agora”, aponta Rosana Subirá, coordenadora do ICMBio.

Atualmente, 663 espécies em risco vivem em unidades de conservação e 498 são alvo de planos de ação exclusivos. Mas 234 (20%) dos 1.173 ameaçados não estão em nenhum regime de proteção de órgão do governo federal.

Levantamento

Criado pelo ministério em fevereiro de 2014, o Programa Nacional de Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (Pró-Espécies) prevê que a lista será atualizada a cada cinco anos. “Porém, dependendo do aporte de novas informações, podemos reavaliar a situação de qualquer espécie anualmente”, diz Vercillo.

O levantamento brasileiro, baseado nas diretrizes da União Internacional para a Conservação da Natureza, contou com a colaboração de mais de 1.300 especialistas de 200 instituições de pesquisa do Brasil e do mundo.




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